O Palmeiras foi surpreendido pelo Cerro Porteño e perdeu por 1 a 0 dentro do Allianz Parque nesta noite de quarta-feira (20). A partida valeu pela 5ª rodada do Grupo F da Libertadores.
Com a derrota, os comandados de Abel Ferreira caem para a segunda posição da chave, com oito pontos. Por sua vez, o Cerro assumiu a liderança do grupo com a vitória sobre o Verdão em São Paulo.
Primeiro tempo morno no Allianz Parque
Nos minutos iniciais, o Palmeiras teve a posse de bola, tentou girar o jogo e apostou em inversões de jogadas nos pontas. Contudo, mais uma vez, a equipe de Abel Ferreira voltou a sofrer com a falta de efetividade na criação.
Abel Ferreira ainda consegue extrair um bom futebol do Palmeiras?
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Abel escalou uma trinca de meio-campo mais ‘conservadora’, formada por Marlon Freitas, Emiliano Martínez e Andreas Pereira — apesar do número elevado na posse de bola (72%) e nas finalizações (8 no total), nenhum chute teve a direção certa na primeira etapa no Allianz Parque.
Os pontas sofreram em jogadas de um contra um — na direita, Allan pouco produziu, enquanto Jhon Arias na esquerda também entregou pouco volume ofensivo nos primeiros 45 minutos.
Estratégia de Abel ‘afunda’ após o intervalo
Logo no início da etapa final, o Palmeiras subiu para o ataque, deu espaços e viu o Cerro abrir o placar logo aos dois minutos do segundo tempo com Vegetti dentro da área, após jogada rápida dos paraguaios pela meia direita.
A partir daí, o Verdão tentou concentrar seus esforços no volume de jogo. No entanto, a falta de criatividade voltou a afetar o time. O trio de volantes foi desfeito por Abel após os paraguaios abrirem o placar.
O técnico sacou Emi Martínez e Andreas, promovendo as entradas de Paulinho e Lucas Evangelista. Ainda assim, o Palestra não conseguiu aumentar seu aproveitamento nas finalizações — dos 11 chutes, apenas um foi na direção do gol, terminando o jogo zerado no marcador.
Opinião: Abel erra na estratégia e Palmeiras paga caro
Abel teve uma noite infeliz no Allianz. O treinador apostou em um meio-campo numeroso, mas pouco criativo. O Palmeiras teve posse e volume, mas faltou agressividade e qualidade na hora de finalizar. Quando precisou reagir, o time já estava pressionado pelo placar e pelas limitações ofensivas, deixando claro que a estratégia inicial não funcionou.
