O Flamengo deixou a Argentina com mais do que um empate por 1 a 1 diante do Estudiantes, pela Libertadores. A atuação da arbitragem gerou forte insatisfação no clube, especialmente após declarações contundentes do diretor de futebol José Boto.


Logo após a partida, o dirigente criticou diretamente o árbitro Piero Maza, apontando excesso de tolerância com entradas duras e destacando o impacto físico sofrido pelos jogadores rubro-negros ao longo do confronto.

Boto dispara contra arbitragem

Em tom forte, José Boto não poupou críticas ao descrever o cenário vivido dentro de campo. “Estamos ali dentro com uma série de jogadores cheios de hematomas. Parece que saíram de uma guerra e não de um jogo de futebol. Agressividade é uma coisa e violência é outra. Os árbitros não sei por que conduzem o jogo de uma forma diferente na Argentina. Há dois lances claramente de expulsão que ele deixa para trás e é impossível jogar assim”, afirmou.

Na sua opinião, qual o maior culpado pelo excesso de violência em jogos contra times argentinos?

Na sua opinião, qual o maior culpado pelo excesso de violência em jogos contra times argentinos?

Conmebol, por não padronizar o rigor da arbitragem em todo o continente
Piero Maza, pela falta de autoridade e controle disciplinar durante o jogo
O VAR, por ignorar lances claros de expulsão que mudariam o confronto
O Estudiantes, por confundir agressividade com violência em campo

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Na sequência, o dirigente ampliou a crítica ao padrão de arbitragem na competição.“Conmebol tem que ver como os árbitros apitam aqui na Argentina. Apitam de uma forma aqui e fora, de outra. Não tem a ver com a outra equipe, fizeram o jogo que a deixaram fazer. Nossos árbitros não podem deixar que isso aconteça. Se virem nossa equipe, parece que vieram de uma guerra. É um alerta”, completou.

Lance com Farías gera revolta

Um dos episódios mais debatidos ocorreu ainda no primeiro tempo, quando Farías, do Estudiantes, cometeu falta dura em Emerson Royal. O lance gerou expectativa de expulsão, mas o árbitro optou apenas pelo cartão amarelo.
A decisão não contou com intervenção do VAR, o que ampliou a insatisfação dentro e fora de campo. Torcedores do Flamengo reagiram nas redes sociais, questionando o critério adotado pela arbitragem.

 Emerson Royal do Flamengo reage aos gestos do árbitro Piero Maza durante uma partida do Grupo A da Copa CONMEBOL Libertadores 2016 entre Estudiantes e Flamengo no Estádio Jorge Luis Hirschi em 29 de abril de 2016 em La Plata, Argentina. (Foto de Marcelo Endelli/Getty Images)

Clima de tensão marca partida

O confronto foi marcado por intensidade e disputas físicas constantes, o que contribuiu para o ambiente de tensão. Do lado rubro-negro, a percepção é de que faltou controle disciplinar da arbitragem para evitar excessos.


Apesar do empate fora de casa, o foco após o jogo acabou sendo deslocado para as decisões do árbitro, evidenciando o impacto das polêmicas no contexto da partida e na leitura do resultado.


O episódio reforça um debate recorrente no futebol sul-americano: a falta de padronização nos critérios de arbitragem, especialmente em jogos realizados em ambientes de forte pressão local.

Opinião: Falta de critérios também na Libertadores

A crítica do Flamengo expõe um problema recorrente: a inconsistência nos critérios da arbitragem. Mais do que o resultado, o alerta gira em torno da integridade física dos atletas e da influência dessas decisões no desempenho dentro de campo.