O Internacional saiu do clássico deste domingo (25) com uma vitória marcante por 4 a 2 sobre o Grêmio, resultado que não apenas garantiu a liderança do Campeonato Gaúcho, com 12 pontos, como também reforçou a identidade que começa a ser moldada por Paulo Pezzolano. Em um Gre-Nal intenso e repleto de variações, o Colorado demonstrou leitura de jogo, capacidade de ajuste e um plano bem definido para explorar as fragilidades do rival.
Desde os primeiros minutos, ficou claro que a estratégia do treinador colorado passava por pressão coordenada no meio-campo e ocupação agressiva dos corredores laterais. Mesmo após sair atrás no placar, o Internacional manteve sua proposta, sustentado por um bloco médio consistente e pela movimentação constante de seus homens de frente, especialmente Rafael Borré, peça-chave no sistema ofensivo.
Organização tática e controle emocional do Internacional
A resposta após o gol sofrido logo aos cinco minutos mostrou um time preparado emocionalmente. O Internacional não se desorganizou, seguiu circulando a bola com paciência e passou a encontrar espaços entre as linhas gremistas. O gol contra de Marcos Rocha, aos 10 minutos, nasce justamente de uma sequência de pressão e presença ofensiva, marca registrada do plano de Pezzolano.
No segundo tempo, com o placar empatado em 1 a 1, o treinador foi decisivo ao ajustar o posicionamento dos meias e incentivar chegadas mais frequentes à área. O resultado apareceu rapidamente: dois gols de Rafael Borré, um deles de cabeça, explorando cruzamentos e infiltrações bem trabalhadas. A virada para 3 a 2 simbolizou a superioridade estratégica do Colorado naquele momento do jogo.
Leitura do jogo feita por Pezzolano
As mexidas no segundo tempo reforçaram o domínio colorado. As entradas de Bruno Tabata e Rodrigo Villagra deram mais controle ao meio-campo e ajudaram a sustentar o ritmo alto. Já o quarto gol, marcado por Alexandro Bernabéi, refletiu a liberdade concedida aos laterais para atacar o espaço interno, surpreendendo a defesa adversária.
Defensivamente, o Internacional também mostrou evolução. Mesmo com o jogo aberto, a equipe conseguiu neutralizar as principais tentativas do Grêmio, forçando impedimentos e limitando ações pelo centro. O volume ofensivo rival existiu, mas foi bem administrado dentro do contexto da partida.
Além de Alan Patrick, que também gerou comentários entre torcedores, Pezzolano rendeu una repercussão muito positiva, o que evidenciou a aprovação ao trabalho do treinador. Um comentário que ganhou força resume o sentimento nas arquibancadas e nas redes sociais: “Tem um BAITA TRABALHO sendo feito pelo Pezzolano. É um Inter diferente, não é só um Colorado que corre. Anímico mudado, esquema tático mudado, Paulo Pezzolano está mudando e muito o Internacional.”
Outro torcedor destacou a rapidez da evolução coletiva: “Paulo Pezzolano está no Internacional há exatos 38 dias. Sua equipe já tem padrões ofensivos claríssimos e automatizados. Treinador de verdade.” As falas refletem não apenas o resultado, mas a percepção de um time com ideias claras e execução consistente.
O triunfo no Gre-Nal consolidou o Internacional na ponta da tabela, enquanto o Grêmio estaciona nos 9 pontos, agora na terceira colocação. Mais do que os números, o clássico deixou a sensação de que o Colorado começa a ganhar identidade própria, algo que vinha sendo cobrado há temporadas.
Opinião da Redação do Antenados
A vitória no Gre-Nal vai além do placar elástico. O Internacional mostrou organização, leitura de jogo e, principalmente, convicção no trabalho de Paulo Pezzolano. Ainda há ajustes a serem feitos, mas o time já apresenta padrões claros e competitividade em um clássico de alto nível. O momento é promissor e sustenta a empolgação da torcida com argumentos futebolísticos.
