O Fluminense conquistou enfim os seus primeiros três pontos no Brasileirão. A equipe tricolor superou o Cuiabá por 1 a 0, na Arena Cuiabá, e ocupa neste momento, a segunda colocação da competição nacional. No entanto, com a derrota por 3 a 0 para o Junior Barranquilla, pela Sul-Americana, fresca na mente o treinador Abel Braga lembrou que está sendo obrigado a fazer muitas alterações pela quantidade de partidas e de viagens nos últimos dias.
“Sabe o que acontece? Eu cobro muito meu jogador, mas eu me cobro muito. Eu devia ter feito algumas mudanças no jogo da Sul-Americana. Não que tenhamos um plantel grande, temos jogadores com qualidade e poderia ter trocado para oxigenar mais como fiz hoje. Não vou cometer o mesmo erro duas vezes. Nós passamos a madrugada viajando, perdemos uma noite, e depois do jogo para quinta perdemos outra noite. E hoje vamos perder outra noite, porque vamos jogar terça. É desumano. Não quero dar desculpa de nada, Cuiabá foi até Porto Alegre, ficou 5h, chegou de madrugada também. É assim, vimos muito erro de passe dos dois lados, porque o discernimento não é o ideal. Eles tiveram uma intensidade maior. Controlamos melhor. Qual defesa que o Fábio fez? Nenhuma. Fico feliz pelos jogadores, porque eu acertei na estratégia, podia ter errado aqui e estar confessando”, justificou Abel durante entrevista coletiva.
Em duas partidas no Campeonato Brasileiro, a equipe balançou as redes apenas uma vez graças a um gol contra de Paulão. O técnico do Fluminense não tirou o corpo fora e, mesmo com elogios ao seu setor ofensivo, ressaltou que deve haver melhorias e também deseja ver time mais vertical.
“No primeiro tempo, o Cuiabá botou intensidade, tivemos três ou quatro chances de chutar e não chutamos. Puxei a orelha deles no intervalo. Está faltando ter mais profundidade. O que acontece, nós temos um jogador que com a bola é um fenômeno, que é o Ganso. Ele faz a equipe agrupar. Mas têm os atacantes que dar uma opção maior de profundidade. Quando o Luiz Henrique pegava a bola, o Everton dobrava a marcação. O Fred, no meu modo de pensar, foi incrível. Quando a bola estava no sufoco, ele chegava. O Nonato não fazia um jogo há quanto tempo? O Wellington? Tentamos botar jogadores mais tranquilos no jogo. O Yago entrou muito bem, no jogo passado teve um probleminha. Não temos que só dar opção para a bola, tem espaço para profundidade para ficar mais vertical”, disse o treinador do Fluminense.
Abel analisou o sistema de jogo do Cuiabá, do técnico Pintado, que tinha jogadores velozes pela ponta e tentou surpreender o Fluminense. Mas o técnico disse que, depois de algumas falhas na contenção do adversário, o seu time se arrumou e terminou marcando… de contra-ataque. “Nós tínhamos estudado bem o Cuiabá, chegamos a ver lances até do ano passado deles contra o Figueirense. Eles têm uma saída na roubada de bola, compõem muito bem o corredor central. Quando eles roubam, os dois do lado param, o André e o Everton. Foi onde nós mais erramos. Quando se erra na lateral, dá para o seu time trombar, mesmo quando fizer marcação muito baixa. Mas quando erra por dentro, a estratégia deles era essa, quando roubava a bola disparavam. Não pode proporcionar contra-ataque, principalmente jogando fora de casa. Aí você vê que o veneno virou, o nosso gol saiu num contra-ataque”, comentou Abel Braga. O Fluminense volta a campo na próxima terça-feira (19) para o duelo contra o Vila Nova, às 21h30, pela terceira rodada da Copa do Brasil.
