No primeiro tempo, o Flamengo encontrou em Plata uma peça fundamental para destravar o sistema ofensivo, principalmente pela capacidade de condução em velocidade e agressividade no um contra um. Desde os minutos iniciais, o equatoriano foi acionado com frequência pelo lado direito, buscando diagonais e infiltrações que desorganizaram a defesa do Atlético-MG.

Assim, mesmo quando o time ainda ajustava o ritmo, Plata já mostrava protagonismo ao atacar espaços e participar diretamente das ações mais perigosas, como na jogada do segundo gol, onde arrancou com personalidade e finalizou com precisão.

Além disso, sua leitura de jogo também foi determinante para a fluidez ofensiva. Plata não se limitou à jogada individual: soube acelerar quando necessário e, em outros momentos, optou por associações rápidas, como no lance do terceiro gol, em que participou com um toque de qualidade na construção da jogada.

Plata um dos melhores do Flamengo na goleada

Portanto, sua atuação combinou explosão física com inteligência tática, tornando-se um dos principais motores ofensivos da equipe na primeira etapa e evidenciando como sua presença amplia as alternativas do ataque rubro-negro.

No segundo tempo, o Fla manteve sua proposta ofensiva, mas passou a explorar ainda mais os espaços deixados pelo Atlético-MG, e novamente o equatoriano teve papel relevante nesse contexto. Logo no início, o jogador seguiu sendo alvo de faltas e perseguições individuais, evidenciando o incômodo que causava na defesa adversária.

Contudo, diferente da primeira etapa, ele alternou mais entre jogadas individuais e ações de apoio, buscando manter a circulação ofensiva e acelerar transições quando possível, mesmo sem participar diretamente de finalizações mais claras.

Plata importante na recomposição

Além disso, sua presença ajudou a abrir corredores para outros jogadores crescerem na partida. Com a defesa do time mineiro mais exposta e tentando reagir, o Flamengo encontrou mais liberdade para infiltrações, o que culminou no quarto gol, em uma jogada construída com inteligência coletiva. Assim, ainda que menos decisivo em números na etapa final, o camisa 19 do Mengão continuou sendo importante taticamente, atraindo marcação e gerando desequilíbrios.