No primeiro tempo, o desempenho de Calleri pelo São Paulo foi diretamente impactado pelo contexto do jogo. Uma equipe com mais posse, mas pouca agressividade e quase nenhuma presença real na área. O centroavante até tentou cumprir seu papel de referência, brigando fisicamente com a zaga e tentando fazer o pivô, como no lance aos 20 minutos em que disputou com Giay e pediu falta. Porém, ficou isolado na maior parte do tempo, recebendo poucas bolas em condições ideais e tendo que sair da área para participar, o que tirou sua principal característica de finalização.

Ainda assim, houve momentos em que Calleri foi importante dentro do cenário limitado do time. Aos 10 minutos, mostrou qualidade individual ao driblar Murillo e conseguir um cruzamento, sendo uma das raras jogadas em que o São Paulo conseguiu desequilibrar minimamente a defesa rival.

Além disso, contribuiu defensivamente, como ao afastar uma bola em lance de bola parada do Palmeiras, evidenciando entrega tática. No entanto, sem criação consistente e com o time pouco incisivo, sua influência ofensiva foi reduzida, resumindo um primeiro tempo de muita luta, mas pouca efetividade.

Calleri não conseguiu ser decisivo pelo São Paulo

No segundo tempo, o Calleri voltou com mais participação, mas novamente muito condicionado ao tipo de jogo do São Paulo. A equipe passou a apostar quase exclusivamente em bolas aéreas e cruzamentos, o que teoricamente favorece o centroavante, mas na prática ele continuou bem controlado pela defesa do Palmeiras. Um lance que mostra isso é aos 15 minutos, quando após escanteio, o goleiro Carlos Miguel sai com facilidade, evidenciando que, mesmo com volume, o São Paulo não conseguia gerar disputas reais para o argentino.

Mesmo assim, Calleri teve momentos pontuais de utilidade, principalmente fora da função de finalizador. Aos 36 minutos, por exemplo, ele aparece aberto, tenta um cruzamento rasteiro e participa da construção, algo que não é seu ponto forte, mas foi necessário diante da dificuldade coletiva.

Também sofreu falta dura de Arias já no fim, mostrando que ainda incomodava fisicamente. No geral, foi um segundo tempo de muito esforço e entrega, porém novamente sem conseguir ser decisivo.

Opinião do Antenados do Futebol

A atuação do Calleri foi de muita luta, mas pouco impacto real no jogo. Ele ficou isolado, recebeu poucas bolas em condição de finalizar e acabou saindo da área para tentar participar, o que tirou sua principal força. Mesmo brigando bastante com a zaga e mostrando entrega, não conseguiu ser decisivo, muito mais por falta de criação e organização ofensiva do São Paulo do que por falha individual direta.