O Internacional produziu volume ofensivo desde cedo, porém esbarrou em execução irregular, e Borré virou o eixo dessas ações. Logo aos 6, ele atacou o espaço nas costas da zaga, dominou dentro da área e, com leitura rápida, serviu Tabata na medida; a finalização só não virou gol porque Terán bloqueou em cima da linha da bola.

Além disso, o camisa 19 mostrou repertório ao sair da referência, tabelar curto e pisar na área como elemento surpresa: aos 21, construiu jogada de peito com Tabata, recebeu de volta em condição frontal e finalizou por cima, decisão correta de atacar o rebote da combinação, mas com ajuste fino faltando no último toque.

Portanto, mesmo sem balançar a rede, Borré deu fluidez ao ataque colorado no primeiro tempo. Ele conectou meio e frente, atraiu zagueiros para liberar corredores e ainda participou da chance claríssima nos acréscimos, quando encontrou Bruno Henrique infiltrando; o volante saiu na cara de Santos, que salvou o Athletico com o pé.

Borré acabou parando em Santos

Contudo, o Inter alternou bons movimentos com precipitação nas conclusões, e isso diluiu o impacto do centroavante: presença, mobilidade e assistências potenciais apareceram, mas a eficácia nas finalizações ao redor dele impediu que o domínio territorial se convertesse em gol.

Na volta do intervalo, o Inter aumentou a agressividade, e Borré continuou como termômetro ofensivo. Logo aos 7, ele aproveitou erro na saída do Athletico, bateu cruzado de média distância e exigiu boa defesa de Santos, mostrando atenção à segunda bola e rapidez para decidir.

Além disso, o colombiano seguiu atacando a última linha com constância: aos 22, recebeu em profundidade, finalizou por cobertura e até balançou a rede, porém o impedimento cortou a jogada, movimento correto de ruptura, tempo de passe no limite. Mesmo quando não finalizou limpo, ocupou zagueiros, abriu espaço para Alan Patrick e Vitinho circularem por dentro e manteve o time empurrando o rival para trás.

Chance de letra desperdiçada

Contudo, a etapa final também escancarou o problema de conversão. Borré ainda quase marcou aos 44, ao tentar de letra após chute cruzado, mas Santos salvou outra vez; antes disso, desviou involuntariamente a pancada de Alan Patrick que tinha endereço.

Portanto, a atuação dele misturou mobilidade, leitura de espaços e presença constante na área com frustração no detalhe decisivo, impedimentos milimétricos, finalizações bloqueadas e um goleiro em noite inspirada. O Inter produziu para empatar, teve o centroavante participativo do início ao fim, mas a falta de eficiência ao redor das ações de Borré manteve o 1 a 0 até o apito final, mesmo sob pressão e clima quente no encerramento.